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Spreadthesign – o primeiro dicionário multilingue de língua gestual está disponível online

O funcionamento é simples: basta introduzir a palavra a pesquisar e, numa fracção de segundo, ela aparece traduzida em seis línguas gestuais, com um pequeno vídeo demonstrativo e uma curta descrição escrita. Chama-se Spreadthesign (espalha o sinal, numa tradução literal), foi desenvolvido com a colaboração de uma equipa portuguesa que inclui surdos e ouvintes, e é o primeiro dicionário multilingue de língua gestual a estar disponível online em www.spreadthesign.com.

A iniciativa, que, além de Portugal, envolve outros cinco países europeus – Espanha, Reino Unido, Suécia, Lituânia e República Checa –, está orientada para facilitar o acesso dos surdos ao mercado laboral europeu. “Pretende-se promover o acesso dos surdos quer ao mercado de trabalho internacional quer a experiências de formação profissional em regime de intercâmbio transnacional”, explicou ao Expresso Orquídea Coelho, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE-UP) e coordenadora do grupo de trabalho nacional.

A equipa inclui ainda a Associação de Surdos do Porto e a Associação de Formadores Surdos, bem como estudantes surdos da UP. “Estão a trabalhar num projecto de investigação que lhes diz directamente respeito. Talvez por isso o seu envolvimento seja tão intenso”, afirmou Orquídea Coelho.

O projecto-piloto inclui cerca de um milhar de palavras, traduzidas nas seis línguas gestuais aderentes. Numa primeira fase, é disponibilizada a tradução gestual de cerca de 600 palavras usadas no quotidiano das áreas profissionais relacionadas com as Madeiras e Restauração, escolhidas por serem “áreas comuns, em termos de formação profissional para surdos, à maioria dos países parceiros”. Caso seja bem sucedido, o dicionário será alargado a outras áreas profissionais e poderá incluir mais línguas, além das que já fazem parte do projecto.

A ferramenta constitui também um importante instrumento pedagógico para os jovens surdos, permitindo-lhes um acesso rápido e prático às línguas gestuais, bem como às línguas nacionais de outros países, sob a forma escrita. Tal facto será fundamental para promover experiências de formação profissional em regime de intercâmbio com os parceiros dos diferentes países envolvidos, através de programas comunitários como o Leonardo da Vinci.

Uma versão ainda incompleta do dicionário está já disponível na Internet, no sítio da iniciativa. Nesta fase, o acesso às diferentes línguas gestuais apenas é possível através da busca de palavras escritas em Inglês. A versão final do projecto será apresentada em Julho do próximo ano no Porto, nas instalações da FPCE-UP.

O objectivo do projecto, que envolve seis países, entre os quais Portugal, é promover o acesso dos surdos ao mercado de trabalho internacional.

III Feira Nacional de Formação e Emprego das Pessoas com Deficiência e Incapacidade

Fonte: Correio do Ribatejo

A sessão de abertura da III Feira Nacional de Formação e Emprego das Pessoas com Deficiência e Incapacidade teve lugar esta terça-feira, dia 2, pelas 14h30 nos Claustros da Casa do Campino, em Santarém.

A cerimonia contou com a presença de Inês Barroso, Vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém (CMS), Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão de Pessoas com Deficiência, Mário Pereira, Presidente da Direcção da FORMEN, Renato Bento, Director da Segurança Social de Santarém, e Sandra Dias, Subdelegada do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Inês Barroso referiu que o Município de Santarém integra 31 cidadãos com deficiência no seu quadro de pessoal (18 mulheres e 13 homens), cerca de 4 por cento do total de trabalhadores\as. A CMS promove a inclusão escolar e apoio as entidades de economia social no sentido lato e no âmbito das suas competências. Para tal, conta com parceiros de relevo como o Instituto Politécnico de Santarém, a Associação Incluir e APPACDM, de que é exemplo o projecto “Sou, Consigo e faço”.

No âmbito do Conselho Local de Acção Social, Inês Barroso, salientou o Diagnóstico Social e o Plano de Desenvolvimento Social, como importantes instrumentos de trabalho e de planeamento estratégico, cuja acção procura promover resposta para os problemas sinalizados: insuficiência de resposta sócias para pessoas adultas com deficiência; as dificuldades de mobilidade e acessibilidade; o tecido empresarial e a legislação pouco facilitadores do acompanhamento parental à pessoa com deficiência, bem como a dificuldade na inserção profissional dos cidadãos com deficiência e na manutenção do emprego.

De referir que a Feira, promovida pela Federação Portuguesa de Centros de Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência – organização não governamental, decorre de 2 a 3 de Abril, é composta por 18 stands “em que as várias entidades que desenvolvem a formação profissional para pessoas com deficiência poderão expor o trabalho que desenvolvem e conhecer os das restantes, promovendo a aprendizagem e troca de experiências entre formandos e técnicos”.

SouConsigoeFaço na III Feira Nacional de Formação e Emprego de Pessoas com Deficiência e Incapacidades

Realizou-se nos passados dias 2 e 3 de abril, na Casa do Campino em Santarém, a 3ª edição da Feira Nacional da Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência e Incapacidades.

Com o intuito de promover a aprendizagem e troca de experiências entre formandos e técnicos de entidades que desenvolvem a formação profissional para pessoas com deficiência, e possibilitar a exposição do seu trabalho, a FORMEM (Federação Portuguesa de Centros de Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência), em parceria com a APPACDM de Santarém e a Câmara Municipal de Santarém, organizou este evento que abriu portas à comunidade.

Marcado pela presença de mais de 150 pessoas e de 19 entidades, a Feira contou com stands de exposição em que as diferentes entidades que desenvolvem formação profissional para pessoas com deficiência expuseram o trabalho que diariamente desenvolvem.

Houve momentos de partilha de práticas e conhecimentos entre entidades, bem como tempo para momentos lúdicos, de verdadeiro convívio e animação entre os participantes e visitantes, nomeadamente números artísticos a cargo do Mágico Telmo Melo e das Marias Malucas Romeiras de Portugal.

Esta ação contou, ainda, com a presença da Dra. Ana Sofia Antunes (Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência), da Dra. Sandra Dias (Subdelegada Regional do IEFP), do Diretor da Segurança Social Dr. Renato Bento que, juntamente com a Vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém (Dra. Inês Barroso) e o Presidente da Direção da FORMEM (Dr. Mário Pereira), discursaram na Sessão de Abertura.

Associação Salvador lança aplicação com informação sobre a acessibilidade física de espaços

A Associação Salvador, com o patrocínio da Fundação PT e da Microsoft, apresentou no dia 21 de março às 12h00, a nova aplicação para smartphones “PORTUGAL ACESSÍVEL MOBILE”, que permite aceder de forma rápida a informações sobre as acessibilidades físicas de diversos espaços a nível nacional, sendo possível avaliar e comentar esses espaços, em tempo real. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competetitividade e Inovação, Dr. Franquelim Alves.

Esta nova aplicação vem facilitar o acesso a informação já disponível no site www.portugalacessivel.com, que visa agilizar as deslocações diárias de todas as pessoas com mobilidade reduzida, quer sejam portugueses ou estrangeiros, quando se encontram de férias em Portugal.

O Portugal Acessível Mobile pode ser usado em qualquer smartphone com sistema iOS, Android e Windows phone. Disponibiliza informação sobre a acessibilidade física em 3500 espaços de alojamento, cultura e lazer, restaurantes, praias, transportes, entre outros, e irá propor brevemente também itinerários turísticos acessíveis, tal como no site. A grande mais-valia em relação a outros guias é o facto de todos os espaços serem visitados pessoalmente por um elemento da Associação Salvador, garantindo assim a fiabilidade da informação disponibilizada.

“Sou, Consigo e Faço” na Conferência Final do projeto Join2Grow, desenvolvido pela APCAS

A APCAS convidou-nos para apresentarmos o projeto “Sou, Consigo e Faço” na conferência final do projeto Join2Grow que também tem como objetivo a empregabilidade da pessoa com deficiência.

O Join2Grow é um projeto cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., desenvolvido pela APCAS – Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal, com a colaboração do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Esta conferência decorreu no dia 23 de Janeiro, no auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal.

E assim se fazem pontes entre projetos e se abrem portas para caminharmos juntos! Juntos somos mais fortes 😊!

Conferência: “Inclusão = Diferença + Equidade + Oportunidade” – Empregabilidade da PESSOA com (d)eficiência e/ou (in)capacidade

Fonte: Correio do Ribatejo

Foi apresentado na tarde de 19 de Dezembro, no Convento de S. Francisco em Santarém o Projecto “Sou, Consigo e Faço”, que tem como promotor a Associação INCLUIR e a FACES e parceiros a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, bem como a APPACDM de Santarém. O projecto foi financiado pela Fundação Montepio, no âmbito do FACES – Financiamento e Apoio para o Combate à Exclusão Social.

A relevância social do mesmo relaciona-se com a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e é, nos nossos dias, entendida como um factor decisivo de inclusão social, independência económica e consequente valorização e realização pessoal destes cidadãos. A convenção aponta para a necessidade de fomentar o emprego e a empregabilidade enquanto estratégias ao serviço da inclusão, segundo as preocupações europeias.

Esta plataforma inovadora, produto deste projecto, tem como foco principal a concepção de um processo de recrutamento inclusivo que seja transversal a todas as empresas. O propósito, a longo prazo, é incluir potenciais colaboradores no mercado de trabalho, criando, para isso, um mecanismo que faz o mercado funcionar como um processo que permite às empresas sistematizar a contratação e a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O projecto tem como principais objectivos criar ferramentas interactivas de conhecimento e aproximação ao verdadeiro e real mundo das capacidades das pessoas com deficiência no mercado de trabalho; divulgar, junto de associações de empresas e entidades do concelho de Santarém e limítrofes, as ferramentas de facilitação do conhecimento e capacidades das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Todo o projecto teve, desde a sua concepção e desenvolvimento, o envolvimento e total empenho de um conjunto de pessoas com deficiência integradas ou por integrar o mercado de trabalho, famílias e empregadores que sentiram a necessidade de dar o seu testemunho e voz a esta causa.

Encontro sobre Inclusão e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência

Fonte: O Mirante

Foi apresentado na tarde de 19 de Dezembro, no Convento de S. Francisco em Santarém o Projecto “Sou, Consigo e Faço”, que tem como promotor a Associação INCLUIR e a FACES e parceiros a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, bem como a APPACDM de Santarém. O projecto foi financiado pela Fundação Montepio, no âmbito do FACES – Financiamento e Apoio para o Combate à Exclusão Social.

A relevância social do mesmo relaciona-se com a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e é, nos nossos dias, entendida como um factor decisivo de inclusão social, independência económica e consequente valorização e realização pessoal destes cidadãos. A convenção aponta para a necessidade de fomentar o emprego e a empregabilidade enquanto estratégias ao serviço da inclusão, segundo as preocupações europeias.

Esta plataforma inovadora, produto deste projecto, tem como foco principal a concepção de um processo de recrutamento inclusivo que seja transversal a todas as empresas. O propósito, a longo prazo, é incluir potenciais colaboradores no mercado de trabalho, criando, para isso, um mecanismo que faz o mercado funcionar como um processo que permite às empresas sistematizar a contratação e a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O projecto tem como principais objectivos criar ferramentas interactivas de conhecimento e aproximação ao verdadeiro e real mundo das capacidades das pessoas com deficiência no mercado de trabalho; divulgar, junto de associações de empresas e entidades do concelho de Santarém e limítrofes, as ferramentas de facilitação do conhecimento e capacidades das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Todo o projecto teve, desde a sua concepção e desenvolvimento, o envolvimento e total empenho de um conjunto de pessoas com deficiência integradas ou por integrar o mercado de trabalho, famílias e empregadores que sentiram a necessidade de dar o seu testemunho e voz a esta causa.

Candidaturas a Marca Entidade Empregadora Inclusiva terminam a 28 de fevereiro

As candidaturas das empresas e demais entidades empregadoras, que desenvolvem práticas de gestão aberta e inclusiva e têm a responsabilidade social como uma das suas marcas distintivas, à 2.ª Edição da Marca Entidade Empregadora Inclusiva poderão ser apresentadas entre o dia 2 de janeiro e o dia 28 de fevereiro de 2019, no portal do IEFP em iefponline, Apoios e incentivos, Outros apoios.

Para se candidatarem as entidades deverão proceder ao seu registo em IEFPonline, se ainda não estiverem registados, ou, acederem através da página da entidade, se estiverem registadas.

A Marca Entidade Empregadora Inclusiva destina -se a promover o reconhecimento e a distinção pública de entidades empregadoras que mereçam destaque nas ações desenvolvidas relativamente às pessoas com deficiência e incapacidade, contribuindo para a criação de um mercado de trabalho inclusivo que integre a diferença, evidenciando também preocupações de ordem social, um dos aspetos distintivos da responsabilidade social.

O regulamento poderá ser obtido em https://dre.pt/application/file/69906402 e mais informações sobre a Marca Entidade Empregadora Inclusiva estão disponíveis em https://www.iefp.pt/reabilitacao-profissional

Desemprego registado entre as pessoas com deficiência subiu 24% entre 2011 e 2017

O Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) do ISCSP-ULisboa apresentou os resultados do Relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2018”.

Em 2017 havia 12911 pessoas com deficiência inscritas como desempregadas nos centros de emprego, registando-se um aumento de 24,0% face a 2011 (10408 inscritos com deficiência). Entre 2011 e 2017 a tendência foi quase sempre de agravamento, com exceção de dois anos: 2014 (registou-se uma queda de 457 inscritos face a 2013) e 2017 (registou-se uma queda de 272 inscritos face a 2016, ou seja, 2,0%).

Estes dados contrastam com a queda acentuada do desemprego registado na população geral: reduziu 34,5% entre 2011 (576383 inscritos) e 2017 (377791 inscritos) e 19,3% face a 2016 (468282 inscritos). Os dados são revelados pelo relatório do ODDH, que conta já com a segunda edição, e pretende disponibilizar indicadores que permitam aferir o progresso alcançado na realização dos direitos humanos das pessoas com deficiência em Portugal em três áreas – Educação, Trabalho e Emprego e Condições de Vida e Proteção Social.

Este relatório visa contribuir para facilitar o acompanhamento e avaliação das mudanças introduzidas em Portugal, quer no quadro legal e político, quer no plano social, para que se possa medir o seu impacto, avaliar os progressos conseguidos e assim informar e orientar o sentido das políticas públicas. Este tem sido o trabalho desenvolvido pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, criado em 2013 no ISCSP-ULisboa.

Encontro Ibérico em Necessidades Especiais

“TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA: PERCURSOS REAIS, POSSÍVEIS E DESEJÁVEIS”
28, 29 E 30 DE NOVEMBRO DE 2018
AUDITÓRIO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BEJA.

A expansão da escolaridade obrigatória a todas as crianças e jovens, incluindo as que apresentam necessidades educativas especiais decorrentes das mais variadas situações, é hoje uma realidade em muitos sistemas educativos que prosseguem o objetivo de garantir o direito à inclusão e participação social de todos os cidadãos.

Contudo, não basta facultar o acesso à escola pública. Torna-se necessário refletir sobre as competências (académicas, adaptativas e sociais) adquiridas pelos jovens ao longo do seu percurso escolar que lhes permitam usufruir de oportunidades de desenvolvimento pessoal e social em contextos naturais de aprendizagem e de vivência de uma vida com a máxima qualidade, que se traduz no aumento da autonomia e autodeterminação.

Os jovens com necessidades especiais enfrentam um conjunto de obstáculos superior ao da restante população da mesma faixa etária e correm riscos acrescidos de pobreza, pelo que compete às instituições públicas e a toda a sociedade desenvolver esforços e mobilizar recursos que lhes possibilitem revelar as suas capacidades e viver uma vida feliz e com significado.

Este Encontro apresenta-se, assim, como espaço privilegiado de partilha e reflexão sobre uma realidade que se quer tornar visível e amplificada, de modo a que a investigação e a ação atuais sejam foco de análise crítica e de fundamentação de outros percursos possíveis e desejáveis.